
Gorbachev renunciou há 20 anos, no dia 25 de dezembro de 1991, após vários meses de protestos e agonia do regime soviético. O ex-presidente apoiou a grande manifestação deste sábado em Moscou, que reuniu mais de 120 mil pessoas, segundo os organizadores, e 30 mil, de acordo com a polícia. Gorbachev destacou que o poder deve "admitir que ocorreram muitas falsificações e manipulações" nas legislativas de 4 de dezembro passado, e defendeu a realização de novas eleições.
ProtestosDezenas de milhares de pessoas protestaram neste sábado, em Moscou, contra a vitória do partido de Vladimir Putin,Rússia Unida, nas eleições legislativas de 4 de dezembro, que a oposição considera fraudulentas.
O movimento de contestação assegurou que pelo menos 120 mil pessoas foram às ruas da capital russa, enquanto a polícia só confirmou a participação de 29 mil manifestantes, segundo um comunicado.
Apesar de não participar dos protestos, Gorbachev pediu ao governo que "reconheça que houve muitas falsificações e manipulações" nas eleições e reivindicou a realização de um novo pleito.
Em São Petersburgo, segunda cidade do país, 4 mil pessoas foram às ruas protestar contra Putin, iniciativa seguida em Nijni-Novgorod (centro) onde entre mil e 2 mil pessoas protestaram, além de Cheliabinsk (sudoeste), Samara (sul), Tomsk (centro) o Krasnodar (sul).
O protesto em Moscou terminou sem incidentes às 13h GMT (11h de Brasília), com a leitura de uma declaração que pediu "eleições antecipadas" e "a libertação de presos políticos".
Os moscovitas se reuniram na avenida Sakharov, no centro da capital, capaz de abrigar de 55 mil a 60 mil pessoas, e onde se observou uma circulação constante.
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